quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Por onde andou o self



Por onde anda o self enquanto se procura o espelho...


O eu solto e despedaçado


negou-se ao que veio de encontro,


racionalizando-se o sentir, dominado pelo medo;


mas, mal sabia o medo o que lhe esperava.


E o medo foi espiar, e num olhar hipnotizou-se


num oceano verde e penetrante


de realidades raras, de verdades mais claras que a luz,


mergulhadas no que é mais vivo que a alma,


em vibrações mais intensas que o sol,


num inexplicável encontro entre as ondas dos pensamentos


e os fluidos das percepções,


solidificou-se o caminho que não se toca,


permeados pelo sonho;


pois, as gotas de minutos contados se espalham como chuva


ao alcance do ser,


refletindo o âmbito de sabores e cores inimagináveis

capaz de dar forma à palavra, revelando enigmas impensados,

descortinando os olhos do self,

fazendo-o enxergar além, pára de andar e voa!






Um comentário:

  1. Mergulhos tantos... ao pofundo do que se é, do que se quer. ser. apenas. essas misturas de realidade e sonho, de encantos e impressões do mundo. palavras pra se mergulhar, em ensaios de tornar-se.

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