terça-feira, 7 de junho de 2011

Sempre vida






A vida

instiga a querer
entender,
saber,
o que é a vida?
Ah a vida,
incógnitas
que sacodem
entre diferenças
e semelhanças;
entre muros
e pontes;
entre dores
e satisfações;
entre o sol
e a chuva;
Ah a vida!
Indica o imensurável,
o impalpável;
se abriga também
no inexplicável,
mas, ainda sim, vida
sondando mentes,
as sãs e as insanas,
não escolhe, habita
não cessa, transita
mas, molha, sacode e ao mesmo tempo abriga;
brinca no riso,
explode no incerto;
some em grandezas profundas,
aparece nos detalhes do grotesco ao sublime;
e o vivo mata a vida,
pois na vida também se morre,
mas, ainda com isso, sempre vida
é a vida!

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